Ateliês do Rio
Editorial
Ateliês do Rio convida o leitor a entrar em dez espaços e observar o processo criativo de cada artista, e como cada um organiza a rotina, a repetição, a memória, o pensamento imaginativo, a experimentação, a inspiração, os abismos e as funcionalidades. Nas fotografias de Vicente de Mello e nas entrevistas de João Vergara, os ateliês de Adriana Varejão, Anna Bella Geiger, Barrão, Beatriz Milhazes, Carlos Vergara, Denilson Baniwa, Marcela Cantuária, Maria Nepomuceno, Maxwell Alexandre e Waltercio Caldas aparecem como extensões singulares de suas práticas. Desenvolvemos o projeto editorial da publicação a partir desse exato entendimento: um livro que absorve essa simbiose entre o artista e o espaço, e onde ferramentas, caos, obras em processo, paredes, mesas e silêncios revelam que um ateliê é, antes de tudo, um arquivo vivo e uma forma de estar no mundo. E por isso mesmo é esperado que ele esteja sempre em movimentação, entre ordem e desordem, idas e voltas.
O site de Clarice Lispector no Instituto Moreira Salles oferece dois caminhos: Um mais livre e imprevisível, que convida o visitante a percorrer a obra por descobertas e desvios, e outro mais direto. Manuscritos, cartas e documentos do acervo mostram diferentes leituras e formas de (re)encontrar Clarice.
Leston investiga as relações entre som, imagem, código e permanência. Em diálogo com sua pesquisa, desenvolvemos uma identidade visual e um website que deslocam o sistema para o primeiro plano. Habitando a fresta entre o erro, a tela azul e o código, existe um intervalo, e é nesse espaço instável, entre o controle e a falha, que este projeto se realiza.
A Revista Amarello aproxima arte, design, beleza, filosofia e arquitetura. No digital, imagens, margens generosas e ritmos tipográficos preservam a densidade editorial e criam um espaço de leitura atento e sensível.
Planetary Embassy imagina uma diplomacia entre humanos, natureza e outras forças vivas. Em Belém, Nova Iorque, Tokyo e outros territórios, arte, ciência, tecnologia e saberes indígenas se reuniram em um espaço de escuta, guiado por padrões gerados a partir de sons naturais.